Transnacionalismo

Imigração Transnacional

Hoje, a tecnologia, economia, demografia, política, e fatores culturais têm acelerado de forma crescente a imigração transnacional. Os imigrantes transnacionais, envolvem-se em atividades além-fronteiras, e através destas constroem “campos sociais” (social fields) relativamente estáveis, duráveis, e densamente interligados que atrelam países de origem e destino, através da circulação de idéias, informações, produtos, e dinheiro, além do movimento de pessoas. Em qualquer momento, estão firmemente assentados num lugar particular – Boston, por exemplo – mas suas vidas diárias estão vinculadas e dependentes de pessoas e recursos localizados em outros países. 

Estes imigrantes vivem uma vida transnacional, habitam um espaço social transnacional. Assim vivem muitos brasileiros, indianos, mexicanos, equatorianos, cabo-verdianos, entre vários outros imigrantes provenientes de países diversos. Pesquisas sociológicas mostram que uma crescente fração dos imigrantes – milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos e dezenas de milhões em todo o mundo – vivem vidas transnacionais.  Embora os imigrantes com maior padrão de vida sejam mais propensos a atividades transnacionais, é cada vez maior a proporção de imigrantes de baixa renda que vivem em espaços sociais transnacionais. Estes espaços englobam dezenas de milhões de não imigrantes que de uma forma ou outra estão dependentes destas ações transnacionais.  Por exemplo, muitos imigrantes transnacionais têm familiares no seu país de origem que dependem de remessas de dinheiro para a sua subsistência.

As experiências transnacionais variam de país a país. As condições sociais e econômicas e as regras de saída diferem de um país para outro. O Brasil, México, China, Filipinas, e Índia por exemplo, permitem a dupla nacionalidade o que não é permitido pela Coréia do Sul. Estas diferenças entre as nações certamente afetam a 

maneira como os imigrantes transnacionais vivem e como eles percebem sua propria condicao.

O transnacionalismo é uma tendência crescente na vida global. E, a medida que este cresce e se espalha, cria novas dinâmicas que desafiam o ideal de assimilação, frustra o pensamento político mesquinho de Estado-Nação homogêneo e mono-cultural, e reforça a horizontalidade da economia mundial.

 

Quem são os Imigrantes Transnacionais

Os perfis que surgem dos imigrantes transnacionais mostram o quanto eles são diferentes dos imigrantes de um século atrás. Naquela época, famílias imigrantes carregavam um álbum de fotos e um punhado de receitas culinárias para rememorar o velho país. Hoje, eles têm uma página no Facebook, se comunicam pelo WhatsApp ou Skype ou falam com seus familiares por telefone gastando centavos.  Checam as notícias dos seus países de origem pela televisão via satélite.  Vão para casa nas férias quando encontram preços bons no Travelocity ou no Expedia. Quando estão nos seus países de origem, podem visitar a clínica ou escola que ajudaram a construir via investimentos realizados por suas associações comunitárias.  Estas atividades realizadas com frequência e regularidade caracterizam a vida transnacional.

As remessas de dinheiro são talvez o comportamento transnacional mais bem documentado. Por exemplo, os imigrantes dos países em desenvolvimento morando nos Estados Unidos enviam cerca de US$ 150 bilhões para suas famílias, amigos, e comunidades de origem todos os anos.  Claro que os imigrantes de um século atrás enviavam dinheiro para seus dependentes, mas o que era uma gota, hoje é uma enxurrada, grande o suficiente para revigorar a economia de toda uma nação. As perspectivas de desenvolvimento de alguns países tornaram-se indissociavelmente ligadas às atividades econômicas das suas respectivas diásporas. Remessa de dinheiro é uma atividade regular de muitos imigrantes. Em 2007, uma pesquisa mostra que 83% dos brasileiros que enviaram dinheiro em Massachusetts o faziam todos os meses – às vezes duas vezes por mês – uma média de US$ 875 por mês (Lima & Plastrik).

A investigação revelou que as remessas são apenas a ponta do iceberg transnacional. Quase dois terços dos entrevistados afirmaram que telefonavam para casa duas ou mais vezes por semana, por cerca de meia hora a cada ligação. A grande maioria assiste programas de televisão ou rádio transmitidos  desde o Brasil.  Quase três em cada quatro enviam ou recebem e-mails de amigos e familiares que ficaram no Brasil. Quase metade compra alimentos e outros produtos brasileiros e um em cada cinco adquire vídeos, DVDs e CDs de música e filmes brasileiros. Mais de um quarto dos entrevistados tinham poupanças e cerca de 7% tinham financiamentos imobiliários no Brasil. Um terço envia dinheiro para a sua família no Brasil para cobrir empréstimos imobiliários e estudantis, pensões, e outros investimentos.

Outras pesquisas têm apontado tendências similares. Cerca de dois terços dos 

dominicanos imigrantes viajam para os seus países de origem uma ou duas vezes por ano.  Mais da metade dos mexicanos que enviam dinheiro dos Estados Unidos o fazem todos os meses; cerca de 30% têm conta poupança ou financiamento de imóveis no México. Em 2007 um estudo relatou que 72% dos latinos que vivem nos Estados Unidos enviam dinheiro, viajam para casa ou telefonam para parentes, e 27% possuem propriedades em seus países de origem.

A realidade transnacional está também gerando impactos na política, tanto aqui como lá. Mais do que nunca, os imigrantes residentes no exterior votam nas eleições de seus paises de origem, disputam cargos eletivos, contribuem para campanhas políticas, organizam comícios, participam em associações de ajuda as suas cidades de origem, sindicatos, e igrejas. Boston e Nova Iorque, onde os partidos políticos da República Dominicana teem comitês, são paradas obrigatórias para os candidatos dominicanos à Presidência da República. De acordo com algumas estimativas, os dominicanos arrecadam de 10 a 15 por cento dos fundos de campanha nos Estados Unidos e políticos dominicanos acreditam que a opinião dos imigrantes transnacionais influencia o pensamento dos dominicanos que ficaram no país.  A influência dos transnacionais afeta políticos americanos também. Quando Rudy Giuliani era prefeito de Nova York, viajava regularmente para Santo Domingo, capital da República Dominicana, em campanha eleitoral.

Transferências de idéias políticas, ideologias, e práticas de organização fluem nas duas direções. Enquanto noções de eleições livres e justas, liberdade de imprensa, e o direito à representação legal migram de um lado para o outro, trabalhadores migrantes transnacionais, especialmente do México e América Central, são a espinha dorsal da base sindical que permitiu organizar o Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Setor de Serviços (SEIU). Mexicanos, brasileiros e haitianos transnacionais têm ajudado a revitalizar igrejas de varias denominações. Hoje, quase um quarto dos latinos nos Estados Unidos identificam-se como protestantes ou membros de outra denominação cristã, incluindo Testemunhas de Jeová e Mórmons. Uma pesquisa em 2006 relatava que os latinos católicos nos Estados Unidos – cerca de dois terços da população latina – tendem a acreditar muito mais do que os católicos americanos que as igrejas devem tratar de assuntos sociais e políticos e vêem a religião como um guia moral para o pensamento político.

O transnacionalismo também penetra o mundo do comércio.  O Conselho Americano de Competitividade relatou em 2007 que profissionais nascidos em outros países detém 25% das empresas de economia mista, 47% das empresas de capital privado e mais da metade de todos os novos empreendimentos no Vale do Silício.  Muitas dessas empresas não são pequenas lojas ou restaurante servindo o mercado étnico, mas empresas operando nos mercados nacional e internacional, principalmente estes dos seus países de origem. “Esta tendência,” relatou The Wall Street Journal no final de 2007, “representa a mais nova ligação do Vale do Silício com a Índia.” 

Enquanto isso, um número crescente de imigrantes possuem ou investem em empresas nos seus países de origem. Por exemplo, 39% das 289 empresas localizadas no parque industrial-científico de Hsinchu, próximo a Taipei, foram iniciadas por engenheiros taiwaneses educados nos Estados Unidos, com experiência no Vale do Silício.  Setenta dessas empresas possuem escritórios no Vale do Silício que se dedicam a contratar trabalhadores, adquirir tecnologia ou capital e explorar oportunidades de negócios. 

A Construmex, fundada em 2001 pela gigante empresa mexicana produtora de cimento CEMEX, ajudou mais de 8000 famílias mexicanas que vivem nos Estados Unidos a comprar ou construir suas casas no México.  Tendências semelhantes foram registradas na Colômbia, Equador e El Salvador. Desde meados da década de 1980, dominicanos que vivem no exterior têm representado 60% das vendas anuais de imóveis no seu país de origem. 

Principais Forças Propulsoras  do Transnacionalismo

O transnacionalismo não é rigorosamente um fenômeno novo. De 1870 a 1910, quase 80% dos imigrantes italianos nos Estados Unidos eram homens, a maioria dos quais deixou para trás esposas, filhos, e parentes que, eventualmente, vieram para os Estados Unidos. O mesmo aconteceu com os homens judeus. Muitas vezes eram pioneiros que posteriormente enviavam dinheiro para pagar a passagem de outros membros da família. Entre 1900 e 1906, o Correio de Nova York enviou 12,3 milhões de ordens de pagamento individuais para terras estrangeiras.  Mas o foco e a intensidade das atividades transnacionais cresceram dramaticamente. Na década de 1980, o fenômeno foi observado pela primeira vez por estudiosos, quando estava começando a ganhar escala.  Hoje em dia, pesquisas em ciências sociais sugerem que 15% de todos os imigrantes são transnacionais. Vários fatores tecnológicos, econômicos, demográficos, políticos, e culturais têm construído o caminho para o crescimento da imigração transnacional. Alguns são amplamente reconhecidos, outros não: 

 

Inovação na Comunicação e Transporte

Os avanços tecnológicos nesses setores têm reduzido o tempo, custo, e dificuldade de viajar, realizar ligações e transações internacionais. Os imigrantes podem manter contato mais frequentes e mais próximo com sua sociedade originária, o que lhes permite manter e expandir contatos pessoais, sociais e econômicos. Hoje, os imigrantes podem pegar um avião ou fazer uma chamada telefônica para saber como as coisas estão em casa com uma facilidade até então desconhecida. Maxine Margolis, professora de antropologia na Universidade da Flórida, ilustra esse ponto: “Quando perguntei a um brasileiro, proprietário de uma loja de móveis em Manhattan, morador de Nova York há muitos anos, como dizer ‘wine rack’ em Português, ele ficou envergonhado quando não pode lembrar a expressão. Tão rapidamente como consultar um dicionário, ele discou para o Brasil para perguntar a um amigo.”

A comunicação mais fácil e barata facilita o acesso a informações críticas. Quando o presidente paquistanês Pervez Musharraf fechou os jornais do país em novembro de 2007, Muhammad Chaudrey, um taxista paquistanes que mora na região de Detroit, enviou e-mails para a sua família em Lahore com reportagens americanas sobre os últimos acontecimentos em seu país. Em um esforço mais amplo de luta contra a censura, os imigrantes chineses nos Estados Unidos criaram uma estação de televisão via satélite, New Tang Dynasty Television. O canal transmite programas em chinês e inglês focados na promoção da democracia na China.

Beatriz de Ruiz

Beatriz de Ruiz, New York, NY, Estados Unidos

Alcinda Saphira

Alcinda Saphira, New York, NY, Estados Unidos

Silvia LeBlanc

Silvia LeBlanc, Boston, MA, Estados Unidos

Liberalização de Economias em Desenvolvimento e Crescimento do Mercado de Trabalho em Economias Desenvolvidas.

Nas nacoes em desenvolvimento, a industrializacao de setores economicos tradicionais cria grandes contingentes de sub-empregados. Essas economias estao cada vez mais ligadas as cadeias de abastecimento e distribuicao de empresas internacionais – as pontes economicas para a emigracao. Ao mesmo tempo, o declinio da industria manufatureira e o crescimento do setor de servicos nas economias ocidentais transformaram suas estruturas ocupacionais e de rendimentos. O crescimento da oferta de emprego de baixo salário e da proporção de trabalhos temporários e de meia jornada, assim como a expansão dos setores financeiro, de seguros, imobiliário, varejo e serviços estão criando oportunidades para imigrantes no topo e na base da pirâmide ocupacional. 

À medida que a globalização expande a classe média em muitos países não-ocidentais, mais mercados em potencial são criados para empresas dos países desenvolvidos. Alguns desses mercados são estimulados por atividades transnacionais. O Citigroup Inc., por exemplo, a maior entidade mundial de serviços financeiros, firmou recentemente uma parceria com uma empresa de telecomunicações da Malásia para oferecer serviços que permitem a trabalhadores estrangeiros naquele país enviar dinheiro usando seus telefones celulares.

O Aumento do Nível Educacional. 

O aumento considerável dos níveis de educação no mundo inteiro têm servido para expandir os mercados de trabalho além-fronteiras.  A medida em que os países em desenvolvimento expandem o número de pessoas com alto nível educacional, esses indivíduos ganham oportunidades de migrar para empregos e empresas em países desenvolvidos.  “A migração internacional de pessoas com formação universitária é algo que tem crescido dramaticamente ao longo do tempo,” afirma Elaine Fielding, pesquisadora da Universidade de Michigan. Mais de 53% dos imigrantes estrangeiros que vieram para a área de Detroit em 2004 e 2005 tinham, no mínimo, bacharelado.  Uma grande fonte de transnacionais altamente qualificados é o conjunto de estudantes estrangeiros em instituições americanas de ensino superior.

Mudanças nas Regras de Entrada e Saída para os Imigrantes.

Transformações políticas globais e novos regimes legais internacionais estão mudando as regras de entrada e saída que os Estados-nação estabelecem para a imigração. Descolonização, a queda do bloco comunista do leste europeu, a ascensão do regime dos Direitos Humanos forçaram nações a prestar atenção aos direitos individuais, independentemente de se tratar de cidadãos nacionais ou estrangeiros. Cada nação estabelece o contexto para saída de seus cidadãos e de entrada para migrantes. Essas condições legais, econômicas, sociais e políticas – incluindo direitos a cidadania e regras comerciais, padrões de inclusão social, discriminação e políticas externas – impedem ou facilitam o movimento além-fronteiras e as atividades transnacionais. Alguns países começaram a mudar as suas políticas para acomodar as realidades transnacionais. O México e as Filipinas, por exemplo, estão desenvolvendo políticas que definem sua população emigrante como parte integrante do seu Estado-nação. Alguns países promovem ativamente a “reincorporação transnacional” de seus emigrantes para maximizar seus investimentos e as remessas. Ao mesmo tempo, alguns países receptores tem expandido significativamente os direitos e prerrogativas dos imigrantes. A complexidade destas questões tem sido evidente no caso dos Estados Unidos, onde esforços para aprovar a reforma na lei federal de imigração até agora não obtiveram sucesso. O debate tem sido dominado pela ideologia anti-imigrante e preocupações de segurança, em detrimento de políticas efetivas e dos mais de 12 milhões de imigrantes que vivem em condições legais precárias.  

O Aumento da Hibridação Cultural.

A globalização da cultura e da identidade enfraquece tradicionais tensões entre o que é o próprio e o que é estrangeiro, e promove hibridação cultural, que engloba ambos. Fomentada pelo consumo global, produção e imigração, a hibridação cultural está competindo cada vez mais com culturas dominantes enraizadas em um único local e um conjunto de tradições. Nestor Garcia Canclini, um dos mais conhecidos e inovadores acadêmicos culturais da América Latina, assinala que cultura cada vez mais é feita de material a partir daqui e de lá: “Eu ligo minha televisão, feita no Japão, e o que eu vejo é um filme produzido em Hollywood, feito por um diretor polonês, com assistentes franceses, atores de dez nacionalidades diferentes, em cenas filmadas em quatro países que também investiram na produção.” Motivados, em certa medida, pela difusão mundial da cultura americana, a hibridação, em muitos países, evolui de forma complexa, com contradições e fluxos de idas e vindas. 

“Em vez de criar uma única e aborrecida aldeia global, as forças da globalização estão, na realidade, encorajando a proliferação da diversidade cultural,” afirma Michael Lynton, CEO e

Presidente da Sony Pictures Entertainment. Ele oferece a Sony como um caso: “o nosso estúdio tem trabalhado com diretores e atores na China, Índia, México, Espanha, e Rússia para fazer filmes que serão lançados em cada um desses mercados. “A empresa está produzindo séries originais de TV no Chile, Alemanha, Itália, Rússia e Espanha. Em vez de menos escolhas, há mais. E, ao invés de um mundo uniforme, americanizado, continua a haver um rico e vertiginoso leque de culturas.” Imigrantes transnacionais estão no centro desse processo – como “reinterpretadores criativos” de cultura e transportadores além das fronteiras de modelos híbridos. 

As nações que enviam imigrantes também sentem este impacto cultural transnacional. Nestor Canclini tem observado que, com 15% de todos os Equatorianos, e um décimo de todos os argentinos, colombianos, cubanos, mexicanos, e salvadorenhos vivendo fora dos seus países, a América Latina não está completa no interior das suas fronteiras; suas culturas são moldadas em Los Angeles, Nova York e Madri. Uma pesquisa recente estabeleceu a importância das “remessas sociais”, a transferência de significados sócio-culturais e as práticas que ocorre quando migrantes voltam a morar ou visitam as suas comunidades de origem; quando não-imigrantes os visitam no país receptor; ou através de trocas de cartas, vídeos, e-mails, e ligações telefônicas.  David Fitzgerald, um sociólogo da Universidade da Califórnia – Los Angeles, observa que os migrantes transnacionais desafiam os ideais de identidade e fronteiras de Estados-nação tanto no país onde moram como nos seus países de origem, com sua locomoção, por morarem num país onde não possuem cidadania, e por serem cidadãos de um país onde não moram e, alternativamente, por reivindicar adesão a vários países onde podem ser residentes, residentes em tempo parcial, ou ausentes.

A hibridação cultural, assim como outros aspectos do transnacionalismo, varia em freqüência e profundidade. Um dos fatores que molda os intercâmbios culturais é o contexto de saída e entrada. Por exemplo, enquanto colombianos e dominicanos vêm de países da América Latina e compartilham um idioma comum, seus contextos de saída e de acolhimento são muito diferentes, resultando em diferente padrões de incorporação na sociedade americana. Pesquisas com imigrantes colombianos, que são na sua maioria brancos ou mestiços, mostram que eles se sentem menos discriminados que os dominicanos. Por outro lado, pesquisas realizadas entre dominicanos nos Estados Unidos constatou que eles são geralmente considerados como negros e discriminados enquanto tal.

Quando um grupo de imigrantes encontra-se discriminado no país onde vive, seus integrantes geralmente se unem e adotam uma postura defensiva em relação ao país, de acordo com dados do Centro de Migração e Desenvolvimento da Universidade de Princeton. O grupo apela a símbolos de orgulho cultural trazidos de casa. Um bom exemplo disto é o grupo Guatemalteco Maia (Kanjobal), migrantes em Los Angeles. Eles lidam com elevados níveis de discriminação via a revitalização e o reforço de formas tradicionais de identidade étnica através de um processo de transnacionalismo reativo. Quando, por outro lado, não existe a discriminação, as iniciativas transnacionais se tornam mais individualizadas e assumem formas típicas da classe média, tais como o Lions e o Kiwanis Clubs, e outras associações de caridade.

Como as diferentes forças propulsoras do transnacionalismo operam com intensidades variada, juntamente com diferente condições de saída e entrada, o transnacionalismo não é monolítico. Todavia, as forcas econômicas, políticas e culturais que reforçam o transnacionalismo não vão desaparecer tão cedo. Estar aqui e lá veio para ficar.  

À medida que o fenômeno transnacional muda a natureza da imigração ele gera novas e espinhosas questões de política pública e cria novas oportunidades para inovadores sociais e empreendedores ao mesmo tempo em que molda um espaço social que desafia o pensamento convencional sobre os imigrantes e o estado-nação. Claro que ainda existem fronteiras e barreiras de todos os tipos em todos os lugares, e talvez existirão sempre. Mas, os imigrantes transnacionais começam de maneira constante a cruzar estas fronteiras, derrubar estas barreiras, e criar novas relações entre diversas culturas. Não estamos ainda totalmente conscientes de nossa experiência coletiva, ainda não somos intencionais nas nossas ações políticas enquanto transnacionais. Mas, acredito, este impacto é transformativo a uma escala ainda não claramente entendida.

Bibliografia:

Shiller, Glick, and Georges Fouron (2001). Georges Woke Up Laughing: Long-Distance Nationalism and the Search for home. Durham, NC: Duke University Press.

Guarnizo, Luis, Alejandro Portes, and William Haller (2003). Assimilation and Transnationalism: Determinants of Transnational Political Action among Contemporary Immigrants. American Journal of Sociology 108(6):121-48.

Levitt, Peggy, Josh DeWind, and Steven Vertovec, eds. (2003). International Migration Review 37(3).

Levitt, Peggy (2001). The Transnational Villagers. Berkeley and Los Angeles: University of California Press.

Levitt, Peggy and Nina Click Schiller (2004). Transnational Perspectives on Migration: Conceptualizing Simultaneity. International Migration Review.

Morawska, E. (2003). Immigrant Transnationalism and Assimilation: A Variety of Combinations and the Analytic Strategy It Suggest. In Toward Assimilation and Citizenship: Immigrants in Liberal Nation-States, Edited by C. Joppke and E. Morawska. Hampishire, UK: Palgrave Macmillan, pp. 133-176.

Portes, Alejandro,Luis Guarnizo, and Patricia Landolt (1999). Ethnic and Racial Studies – Special Volume on Transnational Migration 22(2).

Portes, Alejandro, William Haller, and Luis Guarnizo (2002). Transnational Entrepreneurs: The Emergence and Determinants of an Alternative Form of Immigrant Economic Adaptation. American Sociological Review 67(2): 278-298.

Smith, Michael Peter and Luis Guarnizo, eds. Transnationalism from Below: Comparative Urban and Community Research. Vol. 6 New Brunswick and London. 1998. Transaction Publishers.

 

Brasileiros na América Central

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Brasileiros na Flórida

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Neoliberalismo e Trabalho Imigrante

Neoliberalismo e Trabalho Imigrante

Série de seis seminários sobre Neoliberalismo e o Trabalho Imigrante terá aula bônus disponível a partir do dia 17/01. As inscrições estão abertas até o dia 20 de janeiro. Quem se inscrever após o dia 17 terá acesso ao conteúdo bônus, que será gravado e ficará disponível no Youtube.

Os seminários têm como objetivo abordar a migração de um ponto de vista estrutural ligado aos movimentos do capital, além de possibilitar um entendimento maior sobre o fenômeno transnacional. Os cursos também irão proporcionar um panorama da diáspora brasileira e explorar as ligações entre migração e desenvolvimento.

Os professores Márcio Pochmann, presidente do Instituto Lula, e

 Luís Vitagliano em parceria com Mariana Dutra, coordenadora do Instituto Diáspora Brasil e Álvaro Lima, diretor de pesquisas da Prefeitura de Boston e fundador do Instituto Diáspora Brasil irão conduzir o projeto com convidados. 

Os palestrantes abordam teorias que analisam fenômenos econômicos e outros fatores que geram fluxo migratório. 

Com base nessas reflexões bastante contemporâneas, o Instituto Lula e o Instituto Diáspora Brasil propõem um seminário formativo. Apenas os inscritos terão acesso às apresentações. Posteriormente elas serão disponibilizadas no Youtube de forma gratuita. Quem pretende se aprofundar nessas questões, é hora de se inscrever, acompanhar os debates, fazer as leituras e participar dos chats de discussão. 

 

Como funciona o curso:

As aulas vão acontecer na plataforma Zoom todos os sábados às 12h, exceto a aula bônus do dia 17, que será em uma terça-feira às 13h. As inscrições encerram no dia 20 de janeiro. A aula bônus ficará gravada para ser assistida no momento que a pessoa inscrita no curso desejar. Para se inscrever.  

Programação

 

17 de janeiro: Peggy Levitt- Proteção Transnacional Social: Estabelecendo Uma Agenda

 

04 de fevereiro: Vinicius Kauê Ferreira – “Brain Drain” ou “Brain Circulation” 

 

25 de fevereiro: Alvaro Lima – Transnacionalismo: Um Novo Modelo de (Re)Integração das Populações Imigrantes

 

11 de março: Alex Guedes Brum – Políticas de Vinculação do Estado Brasileiro Para Suas Comunidades no Exterior

 

25 de março: Marcio Pochmann – Regimes de Acumulação e Fluxos Migratórios

 

08 de abril: Aviva Chomsky – How Immigration Became Illegal

 

22 de abril: Ricardo Antunes – Ilegalidade da força de trabalho migratória e expropriação do capital

  

Quando: De 17 de janeiro a 22 de abril de 2022

Onde: Plataforma Zoom

Valor: Gratuito 

Público: Pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias e demais interessados

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Brasileiros na Flórida

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Peggy Levitt: Proteção Trasnnacional Social - Estabelecendo Uma Nova Agenda

 

A primeira aula do ciclo de seminários “Outro olhar sobre o Neoliberalismo e Trabalho Imigrante”, oferecido pelo Instituto Lula e Instituto Diáspora Brasil, abordou o fenômeno migratório do ponto de vista estrutural ligado ao movimento do capital. 

Ministrado pela professora e chefe do departamento de Sociologia do Wellesley College, Peggy Levitt, a aula também contou com a participação do presidente do Instituto Lula, Márcio Pochmann, e do professor Luís Vitagliano. Mariana Dutra, coordenadora do Instituto Diáspora Brasil, e Álvaro Lima, diretor de pesquisas da Prefeitura de Boston e fundador do Instituto Diáspora Brasil, também participaram do debate. 

Novo Contexto de Proteção Social

Hoje, o neoliberalismo e a austeridade mudaram a expectativa em relação ao Estado como um garantidor da proteção básica. Fundos reguladores internacionais, como o FMI, pedem que os países aumentem a austeridade e as medidas econômicas para reduzir os seus déficits. Tais medidas, explica Levitt, estimulam o declínio do estado de bem-estar social.

“Nossa tarefa é falar das responsabilidades e das injustiças sociais no mundo global. Quem vai ser emancipado e protegido pela questão transnacional e quem vai ficar para trás. E como podemos fazer para que as pessoas que ficaram para trás prosperem também”, reflete Levitt. 

O seminário “Proteção Transnacional Social: Estabelecendo uma Agenda”, ministrado por Peggy Levitt, busca oferecer uma visão mais ampla sobre proteção social transnacional e como ela afeta membros de uma família e comunidades. 

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Do Brain Drain às Redes Científicas Globais - Perspectivas Para a Século XXI

Este seminário irá discutir as possibilidades que pesquisadoras/es que migram oferecem para o desenvolvimento científico dos seus países de origem e de destino. Discutiremos também os desafios vividos por estudantes do programa Ciências Sem Fronteiras, perspectiva de desconstruir a “fuga de cérebros” e no lugar dela, construir uma agenda baseada na “circulação de cérebros”.

Vinicius Ferreira é Professor no Departamento de Antropologia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ. Doutor e mestre em Antropologia Social pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, França. Pesquisador Associado do Laboratoire d’Anthropologie Politique (LAP) da École des Hautes Études en Sciences Sociales. Desenvolve pesquisas sobre transformações do campo científico global, com ênfase nas circulações acadêmicas internacionais entre Norte e Sul. É editor-fundador da Revista Novos Debates da ABA, co-chair da Commission on Migration da IUAES e co-chair da Task Force on Precarity da WCAA.

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Alvaro Lima: Transnacionalismo - Um Novo Modelo de (re)integração das Populações Imigrantes

“Transnacionalismo: Um Novo Modelo de (Re)Integração das Populações Imigrantes” busca entender esta nova dinâmica em que os imigrantes envolvem-se em atividades além-fronteiras, e através destas constroem “campos sociais” (social fields) relativamente estáveis, duráveis, e densamente interligados que atrelam países de origem e destino, através da circulação de idéias, informações, produtos, e dinheiro, além do movimento de pessoas. Em qualquer momento, estão firmemente assentados num lugar particular – Boston, por exemplo – mas suas vidas diárias estão vinculadas e dependentes de pessoas e recursos localizados em outros países. 

Alvaro Lima é Diretor de Pesquisas da Prefeitura de Boston e Fundador do Instituto Diáspora Brasil . Recentemente, ele atuou como Senior Vice-presidente e Diretor de Pesquisas da Initiative for a Competitive Inner City (ICIC), uma organizacão fundada pelo Professor Michael Porter da Universidade de Harvard. Economista com Mestrado na New School for Social Research em Nova York, foi chefe do Departamento Econômico do Ministério da Indústria e Energia em Moçambique e Coordenador de Projetos de Desenvolvimento Regional do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico a Social (IPARDES) en seu país natal, Brasil.

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Alex Guedes Brum: Políticas de Vinculação do Estado Brasileiro

Doutor em História e Política pela Fundação Getulio Vargas e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança pela Universidade Federal Fluminense, Alex é autor do livro “Brasileiros no exterior: o caso da Flórida” e pesquisa as políticas de Argentina, Brasil e México para os emigrantes e seus descendentes no exterior.

Aviva Chomsky: Como a Imigração Tornou-se Ilegal

Aviva Chomsky é professora e coordenadora do Centro de Estudos Latino Americanos da Salem University, EUA. Trabalha com o tema da imigração, trabalho indocumentado nos EUA, incorporando temas do colonialismo, desenvolvimento econômico, migração, raça e gênero. 

Entre 1976 and 1977, Chomsky trabalhou para o sindicato United Farm Workers. Em 1982, ela se formou em Espanhol e Português na University of California at Berkeley. Chomsky tem um mestrado e Ph.D. em história. 

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Ricardo Antunes - Ilegalidade da Força de Trabalho Migratória e Expropriação do Capital

Ricardo Antunes é Professor Titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Antes, foi professor da FGV-SP e da UNESP. Publicou 13 livros no exterior, dentre eles: Farewell to work? (Brill, Holanda/Inglaterra (2022); Haymarket, EUA, 2022); Capitalismo virale (Castellvechi, Itália, 2021; Viraler Kapitalismus, Áustria, Konturen, 2022); Il Privilegio della Servitù (Punto Rosso, Itália, 2020); Politica della Caverna (Castelvecchi, Itália, 2019); The Meanings of Work (Holanda/Inglaterra, Brill/HM Book Series/FAPESP, 2013; EUA (Haymarket Books, 2013); Itália (Jaca Book, 2006 e Punto Rosso, 2017); Portugal (Almedina, 2013), Índia (Aakar Books, Delhi, 2015) e Argentina (Herramienta, 2013, 2a. edição), a partir da edição original publicada pela Boitempo; Addio al lavoro? (Trieste, 2019, nova edição revista, atualizada e ampliada; Edizioni Ca?Foscari, Veneza, 2015 e Biblioteca Franco Serrantinui, 2002), publicado também na Espanha, Argentina, Colômbia e Venezuela, a partir da edição original da Ed. Cortez.

Foi Professor convidado do Master sull? Immigrazione, Fenomeni Migratori e Trasformazioni Sociali da Universidade Ca?Foscari de Veneza/Itália e também Membro do Comitê Científico deste curso, desde 2009 até seu encerramento em 2021 Foi Visiting Professor na Universidade de Coimbra (2019); na Universidade Ca?Foscari de Veneza (2017), onde ministrou a “laurea magistrale” História da Sociologia Crítica; Visiting Professor da Universidade de Coimbra (2019) e Visiting Research Fellow na Universidade de SUSSEX, Inglaterra (1997/8). Ministrou cursos de pós-graduação e graduação e conferências em várias universidades na Europa (Itália, Espanha, França, Inglaterra, Portugal, Suíça); na América do Norte (EUA); América do Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela, Equador, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Cuba) e na Ásia (China e Índia).

This presentation speaks to the large process of capital’s productive restructuring, triggered in the 1970s—a process with tendencies to both intellectualize labour power and increase the levels of the working class’ precariousness on a global scale.

The hypothesizes is that instead of work’s loss of centrality in contemporary capitalism, when the world of production is analyzed in its global dimension, including countries in the North and South, a substantial process of growing heterogeneity, complexity, and fragmentation is observed. The resulting configuration is a new morphology of the working class. Therefore, as new mechanisms are created to generate surplus labour, there is, simultaneously, an increment in casualization and unemployment, pushed by the ongoing corrosion of labour rights in countries all across the globe.

 

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Márcio Pochmann - Regimes de Acumulação e Fluxos Migratórios

Marcio Pochmann é Doutor em Ciências Econômicas e professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas e autor de mais de 60 livros sobre economia, trabalho, sociedade e políticas públicas. Além da atuação como pesquisador no Brasil e no exterior, acumulou experiências na gestão pública como secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da cidade de São Paulo e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

Pochmann foi pesquisador visitante em universidades da França, Itália e Inglaterra. Como consultor, trabalhou no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro Empresas (Sebrae), na Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp) e em órgãos das Nações Unidas, incluindo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal).

 Em 2012, Pochmann concorreu à prefeitura de Campinas recebendo no primeiro turno 28,6% dos votos. Seu oponente, Jonas Donizette, foi eleito no segundo turno com 57,7% dos votos válidos. Pochmann concorreu novamente a prefeitura de Campinas obtendo desta feita 15% dos votos, ocupando o terceiro lugar da disputa, sendo superado por Donizette e Artur Orsi. Nas eleições estaduais de 2018, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados não obtendo votação suficiente para ser eleito, alcançando 53.261 mil votos.

Em 2012, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores nomeou Pochmann como presidente da Fundação Perseu Abramo, exercendo mandatos. Hoje, ocupa a posição de Presidente do Instituto Lula.

Foi agraciado com o Prêmio Jabuti em 2002.

 

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Eleições Presidenciais Brasileiras no Exterior (1989 – 2022)

A participação dos emigrantes no processo político dos seus países de origem, seja pelo exercício do voto ou pela capacidade de concorrer a cargos eletivos, é expressão do aumento significativo da migração internacional e das crescentes atividades transnacionais destes emigrantes.
O livro Ausente & Presente: O Voto…

Visualizing the Brazilian Diaspora in the U.S.

This project was developed in partnership with Boston University’s Spark Lab. The Spark Lab is a technology incubator and experimental learning lab for student-led computational and data driven projects at Boston University.
As part of the CS 506 class, students Junhe Chen, Haoyu Zhang, and Hui Li, under…

Brasileiros Mundo Afora: Quem e Quanto Somos, Porque Emigramos, Onde Vivemos, Porque Retornamos e Quanto Contribuímos

Historicamente, o Brasil pode ser considerado um país receptor de população. Ao longo da sua história acolheu imigrantes de vários países do mundo. De 1822 até 1949 o país recebeu cerca de cinco milhões de imigrantes, sobretudo portugueses, italianos e espanhóis além de japoneses, alemães, poloneses e sírio–libaneses. Pode-se identificar esse fluxo em três grandes correntes …

Brazilian Emigration to North America – Bibliography

Para Entender a Emigração Brasileira para a América do Norte

Bibliografia Preparada por Maxine L. Margolis

(atualizada por Marcio de Oliveira e Alvaro Lima)

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Brasileiros nos Estados Unidos

A imigração brasileira para os Estados Unidos é parte da longa história dos processos migratórios para este país. O fluxo migratório brasileiro para os Estados unidos é o principal fluxo de saída do Brasil e formou-se de início, com a saída de brasileiros da região sudeste do brasil…

Brasileiros no Oriente Médio

As populações de brasileiros no Oriente Médio são bastante pequenas e concentradas em poucos países. Israel, com 20.000 brasileiros e o Líbano com 5.000 representam respectivamente (62,7%) e (15,7%) da população brasileira do Oriente Médio. …

Brasileiros no México

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima a população brasileira residente no México em 15.000 pessoas.

Brasileiros na Argentina

A migração brasileira para a Argentina tem por um lado um caráter rural, direcionado principalmente para a província de Missiones e constituído majoritariamente por trabalhadores e pequenos proprietários agrícolas, e por outro, um caráter urbano, voltado para a Região Metropolitana de Buenos Aires composta …

Brasileiros na Espanha

Entre a segunda metade do século XIX e começo do século XX, houve uma grande emigração de espanhóis para a América Latina sendo o Brasil o terceiro país de maior destino destes. Este processo se inverte na década de 80 com o Brasil enviando um número crescente de seus cidadãos pra aquele país.

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Eleições Presidenciais Brasileiras no Exterior (1989 – 2022)

A participação dos emigrantes no processo político dos seus países de origem, seja pelo exercício do voto ou pela capacidade de concorrer a cargos eletivos, é expressão do aumento significativo da migração internacional e das crescentes atividades transnacionais destes emigrantes.
O livro Ausente & Presente: O Voto…

Visualizing the Brazilian Diaspora in the U.S.

This project was developed in partnership with Boston University’s Spark Lab. The Spark Lab is a technology incubator and experimental learning lab for student-led computational and data driven projects at Boston University.
As part of the CS 506 class, students Junhe Chen, Haoyu Zhang, and Hui Li, under…

Brasileiros Mundo Afora: Quem e Quanto Somos, Porque Emigramos, Onde Vivemos, Porque Retornamos e Quanto Contribuímos

Historicamente, o Brasil pode ser considerado um país receptor de população. Ao longo da sua história acolheu imigrantes de vários países do mundo. De 1822 até 1949 o país recebeu cerca de cinco milhões de imigrantes, sobretudo portugueses, italianos e espanhóis além de japoneses, alemães, poloneses e sírio–libaneses. Pode-se identificar esse fluxo em três grandes correntes …

Eleições Presidenciais Brasileiras no Exterior (1989 – 2022)

COMO VOTAM OS EMIGRANTES BRASILEIROS

Eleições Presidenciais Brasileiras no Exterior (1989 – 2022)

A participação dos emigrantes no processo político dos seus países de origem, seja pelo exercício do voto ou pela capacidade de concorrer a cargos eletivos, é expressão do aumento significativo da migração internacional e das crescentes atividades transnacionais destes emigrantes.

O  livro Ausente & Presente: O Voto Brasileiro no Exterior e a Necessidade de uma Reforma Eleitoral (Lima, 2022), investiga a participação dos emigrantes brasileiros no processo eleitoral brasileiro, as características do eleitorado brasileiro no exterior, seu nível de participação nas eleições anteriores e seus padrões de votação. Além destes aspectos, arrola, de forma bastante abreviada, algumas barreiras e impedimentos à participação plena dos brasileiros emigrantes no processo eleitoral brasileiro, abordando ainda, a necessidade de reformas eleitorais que garantam o sufrágio universal. Por fim, o livro inclui algumas sugestões sobre possíveis linhas de inquérito.

A análise tem caráter exploratório da série 1989, primeira eleição em que os emigrantes puderam votar, até a eleição de 2018. A eleição relizada este ano, 2022, aparece em análise separada. Os dados utilizados são oriundos  do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes á Zona Eleitoral do Exterior (ZZ) que atende os brasileiros que possuem domicílio eleitoral fora do país. Para as estimativas da população brasileira, são dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A composição demográfica da população emigrante foi extraída do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Acompanhando o livro, que pode ser baixado clicando a figura ao lado, a base de dados assim como uma visualização dos dados podem ser acessados nos links abaixo.

ELEIÇÕES BRASILEIRAS NO EXTERIOR (1989 – 2022) – PARA DADOS COMPLETOS  CLICK AQUI

PARA DADOS GEO-ESPACIAIS CLICK AQUI

PARA A APRESENTAÇÃO CLICK AQUI

REPOSITÓRIO DE DADOS ELEITORAIS  – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (STF):

https://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/repositorio-de-dados-eleitorais-1/repositorio-de-dados-eleitorais

IMPRENSA:

https://www.facebook.com/watch/live/?ref=watch_permalink&v=1174144140198558

Metropolitan News USA: Alvaro Lima lança livro sobre como vota o brasileiro no exterior

Uol: Zona eleitoral ZZ: o voto dos eleitores brasileiros no exterior

acheiUSA: Milhares de Brasileiros nos EUA vão às urnas neste domingo escolher o próximo presidente do Brasil

Brazilian Times: Quase 700 mil brasileiros no exterior poderão votar nestas eleições presidenciais

Acontece: Brasil 2022 – Aproximadamente 700 mil eleitores poderão votar no exterior

rfi: Voto dos Brasileiros em Paris: “Quero ter orguhlo de poder dizer de novo que sou do Brasil”

g1: Lula foi Eleito com 51,28% dos votos no exterior; saiba como votaram que moram em outros países

wbur: Brasileiros em Boston se preparam para votar na eleição presidencial

myNEWS: Aproximadamente 700 mil eleitores poderão votar no exterior: cifra ultrapassa o eleitorado de três estados da federação

Metrópolis: Lula alcança 47,17% dos votos no exterior, contra 41,61% de Bolsonaro

ZAP Bolsonaro: Brasileiros ao Redor do mundo organizam apoio ao Presidente Bolsonaro e em defesa  da Liberdade de Expressão

Brasileiros nos Estados Unidos

A imigração brasileira para os Estados Unidos é parte da longa história dos processos migratórios para este país. O fluxo migratório brasileiro para os Estados unidos é o principal fluxo de saída do Brasil e formou-se de início, com a saída de brasileiros da região sudeste do brasil…

Brasileiros no Oriente Médio

As populações de brasileiros no Oriente Médio são bastante pequenas e concentradas em poucos países. Israel, com 20.000 brasileiros e o Líbano com 5.000 representam respectivamente (62,7%) e (15,7%) da população brasileira do Oriente Médio. …

Brasileiros no México

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima a população brasileira residente no México em 15.000 pessoas.

Brasileiros na Argentina

A migração brasileira para a Argentina tem por um lado um caráter rural, direcionado principalmente para a província de Missiones e constituído majoritariamente por trabalhadores e pequenos proprietários agrícolas, e por outro, um caráter urbano, voltado para a Região Metropolitana de Buenos Aires composta …

Brasileiros na Espanha

Entre a segunda metade do século XIX e começo do século XX, houve uma grande emigração de espanhóis para a América Latina sendo o Brasil o terceiro país de maior destino destes. Este processo se inverte na década de 80 com o Brasil enviando um número crescente de seus cidadãos pra aquele país.

Eleições Presidenciais Brasileiras no Exterior (1989 – 2022)

A participação dos emigrantes no processo político dos seus países de origem, seja pelo exercício do voto ou pela capacidade de concorrer a cargos eletivos, é expressão do aumento significativo da migração internacional e das crescentes atividades transnacionais destes emigrantes.
O livro Ausente & Presente: O Voto…

Visualizing the Brazilian Diaspora in the U.S.

This project was developed in partnership with Boston University’s Spark Lab. The Spark Lab is a technology incubator and experimental learning lab for student-led computational and data driven projects at Boston University.
As part of the CS 506 class, students Junhe Chen, Haoyu Zhang, and Hui Li, under…

Brasileiros Mundo Afora: Quem e Quanto Somos, Porque Emigramos, Onde Vivemos, Porque Retornamos e Quanto Contribuímos

Historicamente, o Brasil pode ser considerado um país receptor de população. Ao longo da sua história acolheu imigrantes de vários países do mundo. De 1822 até 1949 o país recebeu cerca de cinco milhões de imigrantes, sobretudo portugueses, italianos e espanhóis além de japoneses, alemães, poloneses e sírio–libaneses. Pode-se identificar esse fluxo em três grandes correntes …

Brasileiros na Espanha

BRASILEIROS NA ESPANHA

“Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.”

Introdução

Entre a segunda metade do século XIX e começo do século XX, houve uma grande emigração de espanhóis para a América Latina sendo o Brasil o terceiro país de maior destino destes. Este processo se inverte na década de 80 com o Brasil enviando um número crescente de seus cidadãos pra aquele país.

A imigração brasileira para a Espanha não acontece em isolamento, ela se dá no bojo de um processo migratório para este país evidenciado pelo fato de que a população estrangeira aumentou em três milhões de pessoas entre 1996 e 2005 (Ripoll, 2008). A Espanha é o terceiro maior receptor de migrantes depois dos Estados Unidos e o Reino Unido [1].

Um estudo da Universidade de Califórnia (2007), estima que 4,5 milhões de pessoas ou 10% da população espanhola em 2006 nasceu fora do território espanhol, incluindo 3 milhões que chegaram na última década.

Desde a década de 1990 até o início deste século o fluxo migratório brasileiro para a Espanha era constituído na sua maioria por brasileiros descendentes de espanhóis que, como tal, tinham o direito de adquirir a dupla nacionalidade introduzida pela legislação espanhola e emenda aprovada na reforma constitucional brasileira de 1994. Juntam-se a estes, nos anos 2000, imigrantes brasileiros que ao invés de tomar os rumos tradicionais – Estados Unidos e Reino Unido – emigram para a Espanha. Este re-direcionamento do fluxo migratório brasileiro dá-se em função de uma uma série de políticas restritivas adotadas por estes dois países além da desvalorização do dólar frente ao real e o fortalecimento do euro. Fato ainda importante a considerar, é que muitos brasileiros residentes em Portugal terminam migrando para a Espanha dada a proximidade física e as melhores possibilidades econômicas neste último país. Por fim, exercem papel importante as redes sociais de apoio estabelecidas e consolidadas na Espanha.

Segundo Kachia Téchio, 71,9 por cento dos brasileiros apontam como primeira razão para migração o fator económico, e como segunda razão a curiosidade de conhecer outro país, outra cultura, viver novas experiências e ampliar horizontes (40,6%).

Quantos Somos e Onde Vivemos

Registros do “Empadronamento Municipal” [2] de 2007 indicam que o número de brasileiros vivendo no país é de cerca de 92.292 pessoas.[3]

Este número representa um aumento da ordem de 34,2 por cento comparado ao ano de 2006 mas menor do que o crescimento observado para os outros imigrantes latino americanos: bolivianos (42,2%) e paraguaios (60,4%).[4] Em 2008, em artigo publicado no portal UOL Notícias, o Consul Geral do Brasil em Madri, Gelson Fonseca Júnior, estimava que entre os registrados (empadronados) e não registrados, poderiam existir cerca de 130.000 brasileiros no país.[5] Ainda no mesmo ano, dados do Instituto Nacional de Estatística (INE, 2008), apontavam para a existência de 112.000 brasileiros “empadronados.” Finalmente, de acordo com estimativas do Ministério das Relações Exteriores (MRE)[1] a população brasileira no país em 2010 era da ordem de 158.761 pessoas.

Entre outros fatos que explicam este crescimento, estão a integração européia, as transformações sociais e demográficas espanholas, o envelhecimento da população e a queda da fecundidade,[6] além das crescentes dificuldades de entrada nos Estados Unidos assim como o maior rigor nos portos de entrada na Inglaterra.

A população brasileira embora muito menor do que a população dos outros grupos de imigrantes, tem crescido consideravelmente na última década passando de 1,8 por cento do total da população imigrante em 1997 para 3,5 por cento desta em 2006 (Vidal, 2008).

A maioria dos imigrantes brasileiros na Espanha (68%) vivem na Catalunha (21,69%) seguido por estes vivendo em Madri (18,80%), Comunidade Valenciana (9,78%), Andaluzia (9,27%), e Galícia (8,61%). Embora concentrados na Catalunha, os brasileiros residentes na Galícia representam uma proporção maior da população estrangeira, 10 por cento comparado a 2 por cento na Catalunha.

Os brasileiros residentes na Espanha são oriundos predominantemente do Paraná[2] (23,3%), São Paulo[3] (15,3%), Minas Gerais[4] (11,6%), Goiás[5] (7,7%), Rio de Janeiro[6] (7,7%), e Rondônia[7] (6,9%).

 

Quem Somos e o que Fazemos

Idade, Gênero, e Estado Civil

A maioria dos brasileiros residentes na Espanha está concentrada entre a faixa etária de idade economicamente ativa com 79,7 por cento deles entre as idades de 16 e 44 anos de idade. A maioria são mulheres (64%) o que torna os brasileiros o grupo com a maior proporção de mulheres imigradas para Espanha (Ripoll, 2006). Esta feminização do fluxo migratório é também característica entre os outros imigrantes latino americanos. No entanto, quando visto como um todo, a migração masculina ainda é prevalente na Espanha principalmente porque entre os africanos e asiáticos a migração é predominantemente masculina (Vidal, 2008).

Segundo pesquisa elaborada por Duval Fernandes e Carolina Nunan (2008), 41,6 por cento dos brasileiros que vivem em Madrid são solteiros e 34,2 por cento deles são casados. O restante 18,6 por cento vivem juntos com seus parceiros; 4,4 por cento são separados ou dIvorciados; e 1,5 por cento são viúvos.

Brasileiros na Flórida

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Brasileiros na Califórnia

Segundo o Censo americano de 2000, existiam na Califórnia cerca de 22.931 brasileiros pondo este estado como o estado com a terceira maior concentração de brasilerios nos Estados Unidos. Ainda segundo o Censo de 2000, 13.000 brasileiros viviam na região da grande Los Angeles e 9.000 na região de São Francisco…

Brasileiros nos Estados Unidos

A imigração brasileira para os Estados Unidos é parte da longa história dos processos migratórios para este país. O fluxo migratório brasileiro para os Estados unidos é o principal fluxo de saída do Brasil e formou-se de início, com a saída de brasileiros da região sudeste do brasil…

Brasileiros no Oriente Médio

As populações de brasileiros no Oriente Médio são bastante pequenas e concentradas em poucos países. Israel, com 20.000 brasileiros e o Líbano com 5.000 representam respectivamente (62,7%) e (15,7%) da população brasileira do Oriente Médio. …

Cidadania e Tempo de Residência

Em 2000, entre os brasileiros “empadronados,” 55,7 por cento deles tinham nacionalidade espanhola (13.946 pessoas). Em 2007, esta proporção era de 18,6 por cento ou 21.101 brasileiros com nacionalidade espanhola.

São poucos os brasileiros que chegaram antes de 1999 (9,6%). Uma proporção significante (31,7%) chegou a Europa no período de 2000 a 2004 enquanto que o restante (58,7%) chegou depois de 2005.

É importante ressaltar que, segundo o Centro Europeu contra o Racismo e a Xenofobia (2007), a população brasileira em situação irregular chegaria a 66.2 por cento do total dos brasileiros na Espanha.

Grau de Escolaridade

Os brasileiros residentes na Espanha tem um nível de instrução mais alto do que os brasileiros que vivem em Portugal (Techio, 2006). Segundo Fernandes e Nunam (2008), cerca de 73 por cento dos brasileiros residentes de Madrid, tinham pelo menos o segundo grau completo, enquanto que 12,8 por cento deles tinham completado o curso superior.

Participação no Mercado de Trabalho e Emprego por Tipo de Indústria

A Espanha, que que exportou mão de obra durante boa parte do século passado, passa agora a atraí-la. No entanto, a presença significativa de jovens oriundos do Brasil, América Latina, e África, causa pressões no mercado de trabalho e gera indignação em parte da população.

Ripoll (2006), com base em dados do Ministério do Trabalho, indica que 86 por cento dos brasileiros em situação regular na Espanha, trabalhavam como empregados, enquanto o restante trabalhava por conta própria.

Um pouco menos de oitenta por cento (79,6%) dos trabalhadores empregados em situação regular no pais estavam alocados ao setor de serviços (65% e a media para os trabalhadores latino-americanos e 55% a media para todos os imigrantes), enquanto que a construção absorvia 13,1 por cento (21% para os trabalhadores latino americanos e 23% para os trabalhadores estrangeiros em geral), a manufatura 5 por cento (5,9% para os latinos e 6% para todos os imigrantes) e a agricultura somente 1,8 por cento destes (contra 7% para os latinos e 15% para a população estrangeira).

Assim, os brasileiros estão sobre-representados no setor de serviços e sub-representados em todos os outros setores. Esta alta incidência de trabalhadores brasileiros no setor de serviço esta ligada a alta proporção de mulheres na população imigrante brasileira.

Quando este corte de gênero e levado em consideração, 83,1 por cento das mulheres estavam empregadas no setor de serviços, a maioria, como diarista enquanto que 49,1 por cento dos homens estavam empregados na construção civil com somente 33 por cento deles no setor de serviços (Fernandes, 2008).

Contratos Registrados dos Brasileiros por Setor de Atividade – 2005. Fonte:Instituto Nacional de Estadistica – Espanha.

Rendimento Médio

A remuneração media recebida e de aproximadamente €1.300 euros para os homens e €1.000 euros para as mulheres brasileiras. Quarenta por cento deste valor e enviado para o Brasil principalmente para a aquisição de imóveis seguido por ajuda familiar. (Fernandes e Nunam, 2008). Parte importante do salário destes brasileiros (40%) são remetidos para suas famílias no Brasil para a aquisição de imóveis e para ajuda aos membros familiares deixados para trás. Segundo o Banco da Espanha, somente em 2004, os brasileiros na Espanha enviaram mais de 100 milhões de euros. No entanto, dados divulgado pela Fundação Caixa Catalunha intitulado Inclusão Social da Imigração, um em cada quatro imigrantes no país vive abaixo do nível de pobreza (Folha Online, 15/09/2008).

O Impacto da Crise Econômica sobre a População Brasileira na Espanha

A crise econômica na Espanha é uma crise essencialmente de emprego refletida na intensa destruição de postos de trabalho nos último anos. De fato, a Espanha tem a maior taxa de desemprego entre todos os 27 países da União Européia[8].

Neste contexto, o governo espanhol criou um programa de retorno voluntário onde oferece adiantamento do seguro desemprego para aqueles imigrantes que regressarem aos seus países de origem e concordarem em ficar lá por pelo menos três anos. Segundo a legislação trabalhista espanhola, os trabalhadores desempregados recebem cerca de 70% do seu salário durante os primeiros seis meses seguido de até 60% por até dois anos. No programa proposto, os trabalhadores receberiam 40% do seus salários enquanto na Espanha e 60% na chegada em seus países de origem. Estes teriam ainda prioridade na obtenção de documentos de trabalho se resolvessem voltar à Espanha depois de cinco anos.

Os brasileiros estão entre as nacionalidades que mais tem peticionado para voltar, atrás somente dos bolivianos, argentinos, colombianos e equatorianos. O número é ainda bastante pequeno com a maioria dos imigrantes, apesar da crise, tentando se manter no país. No entanto, segundo dados da Secretaria espanhola de Imigração e Emigração, cerca de 4 mil desempregados já se inscreveram no programa de retorno voluntário.

Além do programa referido acima, a Espanha adotou em 2010 a Diretiva do Retorno junto a União Européia. Esta lei permite aos países membros desenhar pacotes de medidas de segurança específicas anti-imigração. Entre outros aspectos, a lei permite, por exemplo, a detenção de imigrantes por até 18 meses sem qualquer acusação formal. Permite ainda, que menores de idade sejam deportados sem acompanhantes para países com os quais não tem nenhuma relação (O Globo, 19/06/2008).

Por outro lado, desde 2005 que o governo espanhol anunciou um programa de incentivo a natalidade no qual as famílias de quaisquer origens receberiam €2.500 para cada bebê nascido. O programa visava atingir principalmente grupos de imigrantes cuja taxa de natalidade é relativamente alta (2,7) – entre os espanhóis nativos, esta taxa é de 1,4. O próprio Instituto Nacional de Estadística da Espanha – INE, reconhece o fato de que a população imigrante é fundamental para o crescimento demográfico do país. Segundo este órgão, em 50 anos, o número de espanhóis de origem estrangeira poderá ser igual ao de nativos (Vidal, 2008).

 

Referências Bibliográficas

California University. 2007. Okland. Estados Unidos. htto://www.universityofcalifornia.edu.

Carvalho, Flávio e Flávio Souza. 2008. “Qual Migração Brasil – Espanha?” Texto enviado ao Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios – CSEM em Julho de 2008. http://www.csem.or.br/artigos_port_artigos08.html.

Fernandes, Duval Magalhães. 2008. “Os Brasileiros na Europa.” Texto apresentado na Conferência “Brasileiros no Mundo.” Realizada entre 17 e 18 de julho de 2008. Palácio do Itamarati. Rio de Janeiro.

Fernandes, Duval Magalhães e Nunan Carolina. 2008. O imigrante Brasileiro na Espanha: Perfil e Situação de Vida em Madri. Trabalho submetido para seleção ao XVI Encontro nacional de Estudos Populacionais – ABEP. Caxambu.

Fernandes, Duval Magalhães e Jose Irineu Rangel Rigotti. 2008. Os Brasileiros na Europa; Notas Introdutórias. Texto apresentado no seminário “Brasileiros no Mundo,” realizado em 17 e 18 de Julho de 2008. Palácio do Itamarati. Rio de Janeiro.

Instituto Nacional de Estadística – INE. 2007. Madrid. Espanha. Disponível em http://www.ine.es.

Ministério de Trabajo y Immigración. 2008. Disponível em http://estranjeros.mtin.es/es/general/informe_Marzo_2008.pdf.

O Globo. 2008. Disponível em https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2008/6/17/imigrantes-recebem-incentivo-para-voltar-a-seus-paises.

Patarra, Neide Lopes. 2005. “Migrações Internacionais de e para o Brasil Contemporâneo: Volumes, Fluxos, Significados e Políticas.” São Paulo. Em Perspectiva, V.19. N3, Jul-Set 2005.

Peixoto, João. 2005. “A Socio-political View of International Migration from Latin America and the Caribbean: The Case of Europe.” Atas de La Reunión de Expertos Migración Internacional y Desarollo em América Latina y el Caribe. Ciudad de México. CEPAL. Noviembre de 2005.

Ripoll,Érika Massanet. 2006. “Espanha na Dinâmica das Migrações Internacionais: Um Breve Panorama da Situação dos Imigrantes Brasileiros.” XV Encontro Nacional de Estudos Populacionais – ABEP. Caxambu.

Ripoll,Érika Massanet. 2008. “ O Brasil e a Espanha na Dinâmica das Migrações Internacionais: Um Breve Panorama da Situação dos Imigrantes Brasileiros.” Revista Brasileira de Estatistica Populacional. São Paulo. V.25, N1, p.151-165, Jan-Jun 2008.

Téchio, Kachia. 2006. “imigrantes Brasileiros Não Documentados: Uma Análise Comparativa entre Lisboa e Madrid.” Socius Working Papers n 1. Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa.

Vidal, Marcelo de Oliveira. 2008. “Migração e Remessas Espanha/Brasil: Implicações, Vantagens e Desvantagens.” Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais. Caxambu.

Vidal, Marcelo de Oliveira. 2009. “Emigrantes Brasileiros na Espanha: Fluxos, Políticas e Implicações Sociais.” Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Rio de Janeiro.

 

REFERÊNCIAS
1

Dados da Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disponíveis em: <http://www.gaceta.es/10-09-2008+espana_pasa_ser_tercer_pais_que_mas_inmigrantes_recibe,noticia_limg,1,1,31574>

 

2

 O Empadronamento é o registro de residência que todo cidadão deve fazer junto a prefeitura municipal da sua cidade, independentemente do seu status migratório. Este registro permite aos imigrantes e suas famílias acesso aos sistemas de saúde e educação.

3
  • Deve-se destacar no entanto, que este número não inclui os brasileiros não registrados nas prefeituras (empadronados). Estima-se que aproximadamente 13 por cento dos brasileiros residentes em Madri não sejam registrados (Fernandes e Nunam, 2008). Segundo estimativas do Centro Europeu contra o Racismo e e a Xenofobia, a população brasileira em situação ilegal em todo o país chegaria a 66,2 por cento do total de brasileiros na Espanha.
4 Segundo ainda estimativas da ONG SOS Racismo, cerca de 30.000 brasileiros viviam na Espanha em 2005. Em 2007, seriam 80.000, um aumento de 166 por cento.
5 UOL Notícias, 13/03/2008.
6 As Nações Unidas estima que a Espanha terá em 2050 a população masi envelhecida do mundo.

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